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Twin Peaks

Por Daniel Senos

Sou um fã assumido das obras de David Lynch, desde as mais excêntricas como ‘’Império dos Sonhos’’ e ‘’Eraserhead’’ como seus filmes mais ‘’normais’’ como ‘’História Real’’ e ‘’O Homem Elefante’’. Creio que seja um dos cineasta mais inovadores dos últimos tempos por elevar a linguagem cinematográfica a um extremo que poucos conseguiram. Alguns filmes seus exploram ao máximo a capacidade sensorial de cada um (e aqui corro o risco de cair no velho chavão artístico ‘’essa obra é pra ser sentida, e não entendida), intrigando com a sua capacidade de criar personagens e ambientes bizarros. Mas deixemos para um momento posterior uma postagem mais elaborada sobre o diretor.

Venho aqui relatar a minha experiência com a série ‘’Twin Peaks’’, série criada por David Lynch e Mark Frost. Trata-se de uma trama passada na cidade fictícia que leva o mesmo nome da série, em que uma jovem chamada Laura Palmer é brutalmente assassinada. Até aí temos uma história normal (e até batida), porém não se pode esquecer que temos uma obra com a assinatura de Lynch.

A cidade é pequena, dessas de interior que são aparentemente pacatas, habitadas por pessoas cordiais e receptivas. Porém, à medida que a história se desenrola os ‘’podres’’ de cada um começam a surgir. As personagens possuem cada um uma bizarrice com a marca Lynch, o que os torna intrigantes e cativa quem assiste. Cooper, agente do FBI que é enviado para investigar o crime é uma personagem curiosa: conversa com um gravador, o qual chama pelo nome de Diane e faz uso de suas experiências oníricas como pistas para desvendar o mistério de Laura Palmer.

Vemos o talento de Lynch ao transformar uma história banal no universo cinematográfico/televisivo em uma trama rica, cheia de mistérios e em alguns momentos até assustadora. Há de se dizer também que a série é marcada por belíssimas interpretações, que sustentam toda uma atmosfera bizarra. As personagens vão se desenvolvendo e se tornando profundos e misteriosos, enquanto o protagonista Cooper tenta investigar as evidências do assassinato por meio de seus métodos diferentes (sonhos, pressentimentos, encontros bizarros/inusitados).  Vale a pena conferir, a série tem somente 2 temporadas (30 episódios) e mais um filme, ‘’Twin Peaks: Os Últimos Dias de Laura Palmer’’), a imersão na pequenina cidade fictícia é certa!

Abaixo, segue a belíssima introdução do seriado e um dos sonhos do Agente Cooper, só pra despertar a curiosidade!

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The Walking Dead

Por Matheus Saboia

É certo que as séries norte-americanas estão vivendo uma fase áurea; o emprego de recursos gigantescos, atores consagrados migrando para a televisão e o sucesso de público são alguns sintomas do engrandecimento de tais programas. Diante desse quadro, em que as séries adquirem cada vez mais contornos cinematográficos, me motivei a falar, pela primeira vez aqui no blog , sobre elas. O objeto do texto é a mega produção “The Walking Dead”, que estreiou domingo (31/10) nos EUA e promete ser uma série de sucesso.

Ambientado em um mundo destruído, totalmente dominado por criaturas semi-mortas, – os famosos zumbis – a história aparentemente será centrada na luta pela sobrevivênca daqueles que não foram afetados pela epidemia. Convenhamos que a temática dos zumbis, apesar de estar na moda, já deu o que falar, tendo sido inclusive assunto para sátiras recentes, tais como os excelentes “Zumbilândia” e “Todo Mundo Quase Morto”.

No entanto, “The Walking Dead” possui um diferencial e ele foi suficientemente forte para atrair os holofotes. O fato é que o respeitado cineasta Frank Darabont está por trás do projeto, assinando seu nome como produtor e diretor do episódio piloto. Além da carreira de Darabont, responsável pelas obras primas “Um Sonho de Liberdade” e “À Espera de um Milagre”, ser recheada de acertos, o cineasta já retratou uma situação global apocalíptica no filme “O Nevoeiro”, o qual considero ótimo também. Pois bem, essa credibilidade criou uma expectativa enorme em torno da estréia, verificada até mesmo no Twitter, onde o termo “walkingdead” tem sido um dos mais digitados.

Após assistir o primeiro episódio, fiquei com uma boa impressão. A produção é caprichada e tem uma preocupação visível com os efeitos especiais ao confeccionar os zumbis. A série, todavia, também é pautada no drama dos sobreviventes, não se limitando aos elementos de tensão para gerar terror e suspense. Pra finalizar, como fã confesso de “Lost” e “Dexter”, acho bem difícil que “The Walking Dead” chegue ao patamar dessas duas, porém, correndo o risco de queimar minha língua, não posso deixar de congratular o projeto pelo bom início e pelo futuro promissor.

Aos interessados, segue abaixo um trailer muito bem feito que eu encontrei:

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