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Top 5 – Pedro Almodóvar

Por Daniel Senos

Em um uma época em que estamos cercados de moralismos e preconceitos, em meio a uma luta das minorias por um espaço na sociedade, o cinema de Almodóvar merece um grande destaque. Sensível, chocante e sem qualquer espécie de julgamento, o diretor que também assina a maior parte de seus roteiros guia as suas obras expondo personagens humanas, verossímeis e apaixonadas. Não há espaço para hipocrisias nas histórias de Pedro Almodóvar, apenas personagens que vivem e lidam por muitas vezes com escolhas que lhes são impostas pela roda viva da vida. Talvez a melhor palavra para definir o conjunto de obras do diretor e roteirista seja ‘’paixão’’. As cores quentes dos cenários de seus filmes, seus personagens intensos e até as alusões a obras antigas da sétima arte que permeiam a filmografia do diretor são exemplos dessa paixão que caracteriza o cinema de Almodóvar.

Assim como o Top 5 dos filmes do Woody Allen, esse aqui segue os mesmos preceitos. Um breve pitaco sobre cada filme selecionado e o critério de escolha também permanece intacto. Os filmes foram selecionados de acordo com o impacto que exerceram em mim e certamente indicaria para alguém que me perguntasse sobre os meus preferidos (no momento) de Almodóvar.

5-Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos

Uma deliciosa confusão conduzida com muita paixão por Almodóvar. Pepa (Carmem Maura), ao ser abandonada pelo seu amante, tem seu apartamento literalmente invadido pelo filho deste e sua mulher. Para piorar, uma amiga sua busca refúgio porque se envolveu com um terrorista e não sabe como lidar com a situação. Almodóvar conduz um filme despretensioso e extremamente hilário, talvez o filme mais bem humorado da filmografia do diretor.

4-Má Educação

Homossexualidade e crítica à religião católica são os principais pontos nesse filme. Em Madri, Enrique (Fele Martínez) é um cineasta que está estagnado em termos artísticos, quando um ator que se identifica como Ignacio (Nacho Pérez) o procura, pedindo um emprego. Este o entrega um roteiro intitulado ‘’A Visita’’, baseado em experiências que os dois haviam vividos juntos quando estudavam na mesma escola (ambos já se conheciam e haviam tido um romance no passado).

3-Carne Trêmula

Difícil escrever sobre esse filme sem divulgar algum spoiler… Basicamente, Victor (Liberto Rabal) é um entregador de pizzas que é apaixonado por Elena (Francesca Neri). Em meio a uma discussão, dois policiais são atraídos pelo barulho da briga. Um tiro é disparado e acerta o policial David (Javier Bardem), que fica aleijado e é motivo de prisão para Victor. A partir daí, Almodóvar brinca com as personagens ao colocá-los em situações interligadas e passionais, com reviravoltas logo nos primeiros momentos do filme.

2-Fale com Ela

Benigno (Jávier Cámara) é um enfermeiro que nutre um amor platônico por uma paciente em coma, Alicia (Leonor Watling). O jornalista Marco (Darío Grandinetti) tem um romance com a toureira Lydia (Rosario Flores) que, ao sofrer um grava acidente em uma tourada é internada em coma no mesmo hospital em que Benigno trabalha. A partir daí, os dois homens se encontram e criam um forte laço de amizade e daí a história do filme deslancha. O enredo é bastante forte e Benigno é um personagem sensível, que cuida de seu amor platônico com uma dedicação sem igual.

1-Tudo Sobre Minha Mãe

(Crítica no Site)

Menção Honrosa: Ata-me

Ricky (Antonio Banderas) sai de um hospital psiquiátrico e corre direto para a casa de uma ex-atriz pornô, Marina (Victoria Abril), com quem teve relação sexual apenas uma vez. Tenta convencê-la de ser sua esposa, mas ela recusa e se mostra bastante relutante com a idéia, até que Ricky tem a idéia de amarrá-la a sua própria cama, para que esta mude de idéia. Marina, ao ver que Ricky realmente se dedica a ela, começa a apaixonar-se por ele, e Almodóvar conduz tudo isso com um humor delicioso, em meio a esse casal apaixonante.

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Top 5 – Woody Allen

Por Daniel Senos

Woody Allen é, de fato, um dos grandes nomes da sétima arte. Com uma filmografia extensa permeada de obras-primas, o diretor já nos contou histórias de amor, homenagens, estudos sobre a personalidade e a condição humana e muito mais. Características como referências à literatura e à psicanálise já são marcas registradas de seu trabalho, traços esses que são alvos de críticas daqueles que não admiram a obra de Allen.

Particularmente sou fã de um cinema que consiga comunicar uma mensagem para o maior número de pessoas, e certamente um filme com excesso de referências culturais rebuscadas terão certa dificuldade nesse contexto. Porém não vejo isso no cinema de Allen: o fato é que, por mais que hajam muitas referências, elas estão na maioria das vezes tão entranhadas na trama dos roteiros que não é preciso ter lido Freud para rir das neuroses dos alter-egos do diretor. Acho que é exatamente esse o ponto de genialidade de Woody Allen, comunicar a cultura que de alguma forma é elitizada aos espectadores sem que haja necessidade desses conhecerem diversas obras.

Claramente influenciado pelo sueco Ingmar Bergman, o diretor explora temas como a morte e a culpa, por vezes de ângulos e referências diferentes, o que enriquece o seu legado enquanto cineasta. Woody Allen, então, inova ao tratar com seu humor característico e dinâmico temas explorados por Bergman em um tom mais melancólico e reflexivo.

Esse top 5 é somente uma lista dos filmes do diretor que mais me agradaram no momento e geraram certo impacto em mim. Nada de critérios cinematográficos e teóricos, apenas o bom e velho pitaco de um fã de Woody Allen. O objetivo é postar uma crítica para todos os filmes desse top posteriormente, logo cada filme eleito será seguido de um breve comentário, uma espécie de preâmbulo a um futuro texto.

5- A Outra

Marion (Gena Howlands) é uma escritora que resolve se isolar em um apartamento para se concentrar em seu novo livro. Seu apartamento é vizinho de um consultório de um psicanalista, que não possui um devido isolamento acústico, e logo Marion se interessa em escutar as sessões até que uma das pacientes, Hope (Mia Farrow) , lhe desperta grande interesse. A partir daí, começa a repensar a sua própria vida e o que havia construído até ali. O filme possui um clima mais dramático, sem o humor típico de Allen, mas merece destaque pela profundidade com a qual é abordado e pela grande influência de Bergman que se nota no desenvolver da obra.

4- Hannah e Suas Irmãs

Conta a história de três irmãs, Hannah (Mia Farrow), que exerce forte influência nas escolhas de suas irmãs mais novas, Lee (Barbara Hershey) e Holly (Dianne Wiest). Allen interpreta o ex-marido de Hannah, Mickey Saxe, um hipocondríaco que busca durante a obra um sentido para a sua vida (incluindo uma religião, com o desejo de trocar o judaísmo pelo catolicismo!). Um estudo interessante sobre as relações familiares, mais especificamente sobre irmãs, merece ser conferido tanto pelo neurótico personagem de Allen como pelos conflitos abordados no âmbito familiar.

3- Crimes e Pecados

Nesta obra, Woody Allen nos traz duas tramas distintas com o mesmo tema, o adultério. Na primeira, Judah Rosenthal (Martin Landau) tenta acobertar seu longo caso com a amante Dolores (Angélica Huston). Chega a uma encruzilhada, em que deve escolher entre terminar seu casamento ou tomar uma solução drástica, proposta pelo seu irmão. A outra história trata do cineasta Cliff Stern (Woody Allen), que tenta lançar um documentário sobre um professor de filosofia, mas é obrigado a aceitar o convite de fazer um programa humorístico de seu cunhado, Lester (Alan Alda) por falta de dinheiro. Ao mesmo tempo, se apaixona por Hallie Redd (Mia Farrow), que também é cobiçada por Lester. Ao explorar a questão do adultério, Woody Allen permite um exercício filosófico interessante, marcado inesquecivelmente pelo último diálogo do filme.

2- A Rosa Púrpura do Cairo

Provavelmente umas das mais belas obras em homenagem ao cinema, A Rosa Púrpura do Cairo traz toda a inocência de Cecília, uma garçonete cinéfila que, ao ver sucessivas vezes o filme homônimo, presencia a fuga do protagonista deste, Tom Baxter, para o mundo real. A partir daí, os dois começam um romance, enquanto a escapada da personagem do filme para o nosso mundo gera uma crise entre os responsáveis pelos cinemas que o exibiam. Curto, divertido e romântico, uma belíssima homenagem à sétima arte.


1-  Annie Hall

(Clique aqui para ler a crítica)

Menção Honrosa: Manhattan


Belíssima homenagem à terra do diretor, ‘’Manhattan’’ é daqueles filmes que possuem cenas memoráveis, repleto de referências a escritores, artistas e pensadores antigos e modernos e piadas rápidas com temática filosófica e religiosa. Muitos ficam perdidos em meio à tanta intelectualidade, mas a fotografia e a mensagem final do filme são maiores do que a intelectualidade por si só. Todo em preto e branco e com trilha sonora de George Gershwin, a cidade é colocado como a protagonista de toda a história. Allen interpreta Isaac, um roteirista de televisão que namora uma mulher de 17 anos (ele tem meros 42 anos de idade) que posteriormente se envolve com Mary (Diane Keaton). Mary era amante de seu amigo, o jornalista Yale (Michael Murphy) e a partir daí a história se desenvolve em meio a cenas belíssimas na Manhattan preto e branco.

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Top 10 – Os Melhores Filmes Estrangeiros da Década

Por Matheus Saboia

O critério é o mesmo utilizado pelo Oscar na categoria de melhor filme estrangeiro, isto é, somente são consideradas as produções de língua não-inglesa. Também não levei em conta os brasileiros, já que como brasileiro, não poderia considerá-los estrangeiros. Resumindo, são dez grandes filmes feitos na última década, que considero obrigatórios para todos aqueles que se interessam por cinema. Na lista temos Almodóvar, Campanella, Von Trier, Javier Bardem, dentre outras grandes personalidades do cinema mundial. Quanto aos países, Argentina, México e Espanha lideram o ranking, possuindo 2 representantes cada.

Até o momento, somente dois filmes citados no top possuem críticas no site (O Filho da Noiva e Dogville), porém a meta é com o tempo publicar textos para todos. Enfim, vamos ao que interessa:

10. O Labirinto do Fauno (México, 2006)

Raro exemplar do gênero fantasia no cinema latino-americano, mescla com perfeição o horror da guerra civil espanhola (pano de fundo da história) e a magia presente no mundo fantasioso de Ofelia. A originalidade é o ponto forte do longa, que é centrado numa série de tarefas que Ofelia é obrigada a prestar a um fauno, para provar sua ligação com a realidade mágica paralela. Como já foi dito, o filme ainda possui o mérito de não esquecer de abordar com crueza a violência dos conflitos entre os rebeldes e as tropas do ditador Franco.

9. Fale com Ela (Espanha, 2002)

É, sem dúvidas, o filme de Almodóvar que eu mais gosto. O diretor revela sensibilidade ao abordar a relação que Benigno e Marco estabelecem com Alicia e Lydia, duas mulheres que estão em estado de coma.

8. O Segredo dos Seus Olhos (Argentina, 2009)

Vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, “O Segredo dos Seus Olhos” é o segundo filme argentino na história a faturar o prêmio (o primeiro foi “A História Oficial”). Conta a história de Benjamin Esposito, um oficial de justiça que decide escrever um livro baseado num fato de sua vida, ocorrido décadas atrás, que o marcou profundamente. História sensacional, dirigida por Juan José Campanella (“O Filho da Noiva”), que demonstra sua exímia competência num plano sequência magistral focado em um campo de futebol. Na minha opinião, foi o melhor filme do ano passado, ao lado da animação “Mary and Max” e de “Bastardos Inglórios”.

7. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (França,2001)

“O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” parece ser um daqueles filmes que já nasceu clássico. Apesar de ser relativamente recente (afinal, 9 anos não é muita coisa se tratando de cinema), Amélie já é uma referência nos chamados filmes cult e alternativos (seja lá o que tais conceitos queiram dizer). O fato é que trata-se de uma obra extremamente cativante, bem realizada e que ainda possui uma bela fotografia.

6. O Filho da Noiva (Argentina, 2001)

Leia a crítica.

5. A Vida dos Outros (Alemanha, 2006)

Na época, fiquei bastante surpreso ao saber que “A Vida dos Outros” havia vencido “O Labirinto do Fauno” no Oscar de melhor filme estrangeiro. No entanto, bastou conferir o filme nos cinemas para me dar conta da sua grandiosidade. É, com certeza, uma das obras que melhor retrata a Berlim Oriental. Ulrich Mühe está fabuloso como um vigilante do governo, encarregado de espionar a vida íntima de um casal suspeito de conspiração.

4. Dogville (Dinamarca, 2003)

Leia a crítica.

3. Amores Brutos (México, 2000)

Em seu primeiro trabalho de grande repercussão, Iñárritu conta três histórias que irão se cruzar ao longo do filme. Gael Garcia Bernal é Octavio, um jovem que pretende fugir com a mulher do irmão e, para isso, tentará arranjar algum dinheiro, utilizando seu cachorro em rinhas de briga; Valeria é uma modelo famosa, feliz pelo fato de seu amante ter abandonado mulher e filhos por sua causa; ainda temos Chivo, um ex-guerrilheiro que atualmente mora nas ruas, e que sobrevive trabalhando como matador de aluguel. Um acidente de carro irá conectar esses três universos tão distantes.

2. A Viagem de Chihiro (Japão, 2001)

Talvez tenha sido com “A Viagem de Chihiro” que Hayao Miyzaki cristalizou de vez seu nome no ocidente. Condecorado com um Oscar de melhor animação, o filme conta a história de Chihiro, uma menina que, ao testemunhar seus pais se transformando em porcos, terá que se aventurar em um mundo mágico para tentar salvá-los.

1. Mar Adentro (Espanha, 2004)

Apesar de ter explodido internacionalmente como o facínora Anton Chigurh em “Onde os Fracos Não Têm Vez”, continuo achando que a melhor atuação de Javier Bardem está em “Mar Adentro”. Baseado na história real de Ramon Sampedro, Bardem interpreta um homem tetraplégico que luta pelo direito de morrer numa Espanha que proíbe a eutanásia.

OBS: “Dogville” é uma exceção no top, uma vez que é o único filme falado em inglês. No entanto, três fatores fizeram com que ele entrasse no top: 1. a nacionalidade do diretor 2. a nacionalidade da produção 3. a temática, que é absolutamente contrária aos padrões hollywoodianos.

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Os 5 Melhores Filmes de Tribunal

Por Matheus Saboia

Sempre me interessei por obras com a temática ligada à julgamentos e tribunais. Por conta disso, o primeiro top do blog será dedicado aos filmes pertencentes a esse sub-gênero. Segue abaixo a classificação dos filmes selecionados para compor o ranking e uma pequena sinopse, cuja função é despertar o interesse do leitor.

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5. O Sol é para Todos (To Kill a Mockingbird, 1962)


Atticus Finch é um advogado íntegro, que assume a função de defender um homem negro injustamente acusado de violentar uma mulher branca. Ambietado numa daquelas cidades racistas do sul dos EUA, o filme procura balancear a parte técnica do julgamento e das argumentações com a relação de Atticus com seus filhos. Além disso, é bastante destacada a visão negativa que a sociedade possuía diante da posição do protagonista no julgamento. Vale lembrar que o filme foi feito na década de sessenta, época áurea dos Movimentos pelos Direitos Civis dos Negros.

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4. Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution, 1957)

Leonard Vole é acusado de assassinar uma rica viúva, com o intuito de ganhar dinheiro com a herança. Imediatamente, o renomado criminalista Sir Wilfrid Robarts é chamado para defender o réu  Apesar das circunstâncias apontarem a culpa de Vole, o advogado aceitará o desafio. As únicas chances de absolvição parecem residir no depoimento da mulher do acusado, Christine Vole. No entanto, o caso fica praticamente impossível quando a mesma Christine resolve assumir o papel não de defesa, mas de testemunha de acusação.

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3. Anatomia de um Crime (Anatomy of a Murder, 1959)

Paul Biegler é um competente advogado, que aceitará defender a causa de Frederick Manion, um ex-oficial do exército acusado de homicídio. O interessante é que neste filme, o réu não alega inocência, pelo contrário, ele admite a culpa, porém argumenta que a vítima teria estuprado sua esposa, a sensual Laura Manion. Com isso, o defensor tentará provar, com base em laudos médicos, que Frederick sofreu uma perda momentânea de sentidos durante o assassinato. Todavia, a repercussão do caso chamará as atenções do célebre promotor Claude Dancer, que fará de tudo para provar a reputação promíscua da mulher de Frederick e que o assassinato, ao contrário do que a defesa alega, foi um ato pensado.

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2. Julgamento em Nuremberg (Judgment at Nuremberg, 1961)

Pós Segunda Guerra Mundial. Em Nuremberg, o lado vencedor procura punir os responsáveis pelos horrores da guerra. Nesse contexto, um juíz americano é designado para julgar o caso de quatro homens da justica alemã, que colaboraram com o Terceiro Reich. O grande trunfo desse filme é analisar os dois lados da moeda. Ao contrário da grande maioria de obras do gênero, “Julgamento em Nuremberg” evoca verdadeiros debates referentes à emergência do Nazismo. Tudo isso, sem deixar de enfatizar as tragédias vistas nos campos de concentração. Obrigatório para todos aqueles que se interessam por Direito e Segunda Guerra Mundial.

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1. 12 Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957)


Um dos maiores clássicos do gênero, “12 Homens e uma Sentença” não é exatamente um filme de tribunal, visto que é ambientado numa sala de júri, sem a presença de juízes, promotores e testemunhas. Porém, a natureza dos diálogos, a força das argumentações e a temática jurídica fazem com que essa obra se encaixe perfeitamente na categoria. O enredo é o seguinte: doze homens são colocados numa sala de júri para decidir o caso de um rapaz, que, uma vez condenado, sofrerá pena de morte. Onze jurados aparentam ter plena certeza da culpa do réu, mas o décimo segundo não está totalmente convencido. Assim tem início uma discussão contínua e acalourada, que terá como protagonistas pessoas totalmente diferentes, com as suas próprias ideologias, interesses e preconceitos.

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Menção Honrosa: Perfume de Mulher (Scent of a Woman, 1992)

O filme que rendeu o primeiro e único Oscar para Al Pacino definitivamente não se encaixa no ranking. A história de um ex-militar cego que contrata um estudante para acompanhá-lo durante uma viagem de fim de semana passa longe da linha das películas citadas. Entretanto, sua lembrança nesse espaço é justificada por uma cena específica, em que a personagem de Pacino se encarrega de defender o adolescente da educação rígida de um colégio interno.  Nesse momento, o ex-militar assume o papel de advogado, o jovem de réu e a estrutura inflexível e conservadora da escola, personificada na figura do diretor, cumpre a função desempenhada por um promotor. A junção desses elementos resulta em uma ótima cena, sustentada por um show de Al Pacino. Em função disso, não haveria como não condecorar o filme com uma menção honrosa.

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